IA, a procura pela imperfeição
Num momento em que marcas e os criativos têm acesso quase ilimitado a ferramentas capazes de gerar imagens, textos, ideias e campanhas em segundos, começa a surgir uma nova pergunta:
Se tudo pode ser feito por IA, o que é que passa a ter realmente valor?
A resposta pode estar precisamente naquilo que não é perfeito, pode ser num traço irregular ou na sensibilidade da interpretação, na intenção com que se cria algo.
Foi isso que me chamou a atenção em casos recentes como:
Hermès, que em vez de seguir uma estética polida, e previsível que hoje domina grande parte do conteúdo gerado por inteligência artificial, escolheram destacar ilustrações feitas à mão, com textura, imperfeições e personalidade;
Também a Apple, também percebeu isso: num tempo dominado por gráficos gerados por IA, escolheu uma animação feita num formato classico, com craft e personalidade. E isso diz muito sobre o momento atual, quando tudo pode parecer perfeito, o que é verdadeiramente distinto é aquilo que ainda parece humano.
Nós na Villae – Creative Studio, vemos isto como uma oportunidade: a IA deve potencializar as nossas qualidades e colmatar falhas, não substituir-nos, mas acrescentar valor ao resultado final. A questão não é se vai tirar-nos trabalho, mas se a estamos a usar ao máximo para melhorar o nosso workflow.
Talvez o futuro não pertença apenas a quem souber usar IA.
Talvez pertença a quem souber usar IA para melhorar as skills humanas.